Eu amo uma cachorrada! Parte II Diversos

Luna é minha cadela. Mas considero que sou mais dela do que ela minha. Eu a obedeço muito mais do que ela a mim. Ela late pedindo ração e de repente tem ração em sua vasilha. Às vezes nem precisa latir, basta um olhar. O tal significativo.
O olhar serve para transportar ração do saco para a vasilha. Ela me pertence ou eu pertenço a ela? Não sei, mas sei que o amor nos pertence. Luna chegou em um momento de tristeza da minha vida. Eu havia perdido meu cão, o Uno. Tive muitos cães por toda a minha vida. Desde criança. Amei todos, e todos me amaram. Enfatizo bastante o amor quando falo em cães, pois eles realmente só demonstram esse sentimento. A pureza dos cães que tive me levaram a essa conclusão. Não há nada como chegar em casa e ser surpreso por um cachorro correndo na tua direção, com o rabo para um lado e outro, feliz por ver o seu dono. Dono. Outra coisa que me deixa intrigado. Dono? Não fui e não sou dono de cão ou cadela alguma. Sou amigo.
Lembre-se dos momentos em que foram mais difíceis na tua vida, se você tem um cachorro, com certeza nesse momento ele esteve lá. Ah! E tem uns cães que até se assemelham com seus “donos”. A Luna é tão calma que nem parece animal, mas as vezes solta uns sons estranhos, umas rosnadas que dão medo. Igual a mim. Sou um amor de pessoa, mas se me irrito, também rosto.
Se recebo uma visita que se incomoda com cães, eu me irrito.
— Minha cachorra mora aqui, você não! — tenho vontade de dizer.
Minha cadela mora aqui, você não! A casa é dela. Eu sou um simples inquilino. Mas quem manda em tudo e em todos é a Luna!

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